Tenho me interessado, nos últimos anos, pelo tipo de fotografia que se pode fazer sem pressa. Costumo fotografar as campinas e os campos próximos de minha casa e tenho como cenário o semiárido brasileiro. Através desses lugares procuro por algo que possa despertar um olhar diferenciado sobre nossa realidade. Às vezes é uma descoberta espontânea de um momento que aparentemente não tem em si nada de especial. Mas, por tê-lo descoberto, há nesse momento um significado intrínseco. Acho que a fotografia é um pouco como a poesia, que por vezes o poeta escreve de forma subjetiva.